A morte
é uma velha diversão
que nos atormenta o espírito
do primeiro ao último tempo
de vida.
do primeiro ao último tempo
de vida.
A morte significa tudo entre nós
e representa quase nada
e representa quase nada
quando acontece.
É fato banal na Natureza.
Não há mistério na partida
embora nos assombre.
Não há mistério na partida
embora nos assombre.
E nem se sabe se essa queda
é um recomeço ou verdadeiro fim.
É faca afiada, com lâminas
É faca afiada, com lâminas
em todas as dimensões.
A morte
lateja no turgor do sangue,
retine em cada batida do coração,
e respira a cada hausto do corpo
e dos ponteiros do tempo.
e respira a cada hausto do corpo
e dos ponteiros do tempo.
A morte
mora dentro do corpo.
Enquanto controla nossa vida
vai matando tudo ao derredor.
É uma serpente letal
Enquanto controla nossa vida
vai matando tudo ao derredor.
É uma serpente letal
que percorre nossas entranhas.
É a lógica irretorquível,
pois é filha dileta do Acaso
que nos criou.
que nos criou.
Surgiu plasmada ao sopro da vida,
simultânea, mas indelével.
simultânea, mas indelével.
Não é sábio temê-la.
Só nos resta aceitá-la nesse entremeio.
Na verdade, a morte somos nós mesmos.
Existirá neste mundo algo mais inútil
Na verdade, a morte somos nós mesmos.
Existirá neste mundo algo mais inútil
do que morrer? Algo mais fútil?
Mais ridículo com certeza não há.

0 comentários:
Postar um comentário