(Primavera! Nós éramos tribo sem passado - fábulas, lendas,
estórias,
estórias,
que o branco matou, o padre sepultou.)
Todos coniventes, todos cúmplices, gerações após gerações!
Continuaremos a cada dia
Continuaremos a cada dia
sendo como somos. A violência nos extingue, mas não nos faz mudar.
Mas por que a visão da morte e a solidão,
Mas por que a visão da morte e a solidão,
à simples lembrança desses seios e quadris?
O tempo urgindo e eu forçado
O tempo urgindo e eu forçado
a viver furioso, rugindo;
por que não me incorporar ao tempo?
O vento uivando e eu submetido
O vento uivando e eu submetido
a esse sutil esquema de torturas,
à vivência mansa, lamentando,
vendo a luz se apagar,
o dia se exalando.
Talvez as coisas tenham sido tão cruéis
e eu não tenha freado o processo
e eu não tenha freado o processo
porque não consegui seguir a Lei Mosaica.
(E as cidades aztecas e incáicas, despojos cuzquenhos,
sitiados pela violência das coisas!)
sitiados pela violência das coisas!)
Eu consegui amar a Deus sobre todas as coisas,
mas nunca consegui amá-lo acima de você
mas nunca consegui amá-lo acima de você
e de meu filho.
Não que eu tenha pretendido abjurar
meu sagrado cordão umbilical
invisível e que gera redenção global.
Mas, entre todos os amores,
meu sagrado cordão umbilical
invisível e que gera redenção global.
Mas, entre todos os amores,
o amor a Deus
é o mais difícil de ser mantido,
pois é um mero termo de passagem.

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