domingo, 2 de outubro de 2011

Saber


Um zimbório dourado
bancos rústicos
,
altar barroco.
Estilos ecléticos e sobre eles
predominando o gótico.
(Silêncio,
solidão,
onisciência.)
O coríntio romano em órbita,
com capitéis de estilo
e um colonial
francês, romano, rococó.
Entablamentos lacreados
,
compósitos.
Alpendres filigranados,
pentastilos.
Cantaria nos embasamentos.
Romano com arcos góticos primitivos
pedaços de suntuosidade,
peças de rás, frisos de gesso e madeira escultada
filamentos prateados.
O não eu desconheci.
O sim - meu fim e perdição -
extrapolou
as condições do ser não ser,
do vir a ser
e do que tem sido, é e será,
não foi ou não será o vir a ser.
O essencial é o poder ser, nessas trilhas traiçoeiras.
Deus sempre afasta do meu caminho
As coisas que eu mais amo.
Será por que não sei amar?
A consciência se fere nos corredores das coisas dispensáveis,
que se tornam em reminiscências.
Será que nunca soube amar direito?
Ou não calho bem
nas surgências e ressurgências
de cada dia?

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