domingo, 2 de outubro de 2011

Indestinado


Sarabandas sarapintadas,
aqualoucos, surfistas
,
coquettes, hippies, freaks, cocotas e beatniks,
chacretes e maluquetes...
Coqueterias fora de moda
bufonarias tolas.
Um turbilhão no vazio,
m
assificação,
amplitude de querer
ascetismo e estranhos costumes.
Contemplação surrealista,
muito cômodo, m
uito prático.
Quando era garoto, queria ser guerreiro,
pois a guerra era ingênua.
Não doía essa pedra de dureza
e crueza
intelectual.
Agora sou escravo,
ainda sou escravo.
É o que o mundo reza!
Vidas secas, sem pegadas, um velho coração de menino,
indestinado.

2 comentários:

Anônimo disse...

Adorei! Isto é ser poeta.

Anônimo disse...

Um lindo coração de menino!
Marta

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